Rapsódia: Anjos e Demônios

24/01/2009

Roda da Vida – A Origem dos Deuses

Filed under: Panteão — Tags:, , , , , , , , , — Alex Pongitori @ 01:31

Existiam três grandes entidades supremas. Sua origem, nomes, desígnios e quaisquer outras coisas eram desconhecidos, até pelos próprios deuses, que ainda não existiam.

Não tinham ambições; não tinham desejos; não tinham perspectivas.

Em algum momento, que não é possível definir visto que o conceito de tempo também não existia, um deles desperta tomado de Consciência.

Imagina possibilidades; projeta planos; faz previsões.

E inicia um diálogo.

Explana sobre tudo o que sonhou, sobre tudo o que viu. Fala dos seus propósitos.

Um segundo desperta tomado pela Paixão.

Imaginando a nova realidade, excita-se com as possibilidades. Com as suas possibilidades.

Concluíram que nada existiria que não por sua vontade.

Descobriram também que eram diferentes. Queriam coisas distintas.

Iniciaram uma discussão.

Do caos liberado, um terceiro desperta. Tomado de Espírito.

Põe um fim a disputa, trazendo equilíbrio de volta.

Os Três retornam aos seus tronos.

Agora dotados de Consciência, Paixão e Espírito. separador

A Consciência da forma a Luche, o Deus da Luz, O Deus;

A Paixão da forma a Sphinx, a Deusa das Sombras, A Deusa;

O Espírito da forma a Akasha, o Deus do Éter, A Balança.separador

A Roda da Vida se inicia.

O Deus é sua fase de Ancião. Pleno. Soberano.

A Deusa é sua fase de Anciã. Ciumenta. Rancorosa.

Tomada por um amor cego e obsessivo, desejando também ser absoluta, envenena o Deus.

A Balança, prevendo a morte do Deus, prepara seu caminho para o mundo dos mortos. A Deusa, arrependida, entristece-se ao ver seu amado definhar.

O Deus, consorte da Deusa, morre. A Deusa chora.

Para restaurar o equilíbrio, A Balança fecunda a Deusa.

O Deus renasce. E agora é alimentado pelo seio sagrado da Deusa.

O Deus cresce. É A Criança. A Deusa fragilizada descansa do parto.

Novamente para restaurar o Equilíbrio, A Balança cuida da Deusa enfraquecida.

O Deus agora é o Jovem Caçador. O Implacável. O Impetuoso. A Deusa, em vingança, é castigada.

O Deus é o Grande Pai.

A Deusa é a Grande Mãe.

E se unem, em perfeito amor e confiança. De sua união, filhos nascem.

O Deus volta a ser o Ancião. A Deusa volta a ser a Anciã.

Os Deuses são representação da vontade dos Três Monarcas.

Nada existe que não pelo desejo dos Três. E assim eles queriam.

A Infinita Espiral da Reencarnação da mais uma volta. E infinita, reinicia seu ciclo de vida e morte. A Roda da Vida.

Nota do autor: caso não tenha algum conhecimento sobre as teorias de Freud que eu cito logo mais abaixo, pode saltar o texto em itálico.

Bom toda essa criação surgiu da necessidade de reformular o tema antigo, dando uma maior personalização ao panteão de Rapsódia. Quanto à inspiração, me falaram que era inegável a influência grega de Deuses soberanos bem definidos. Discordo. Toda a influência para a Roda da Vida vem de dois aspectos: a religião Pagã, Wicca, que acabou levando-me às teorias freudianas do Ego, Superego, Id, Eros e Tânatos.

O Superego é inconsciente, é a censura das pulsões que a sociedade e a cultura impõem ao id, impedindo-o de satisfazer plenamente os seus instintos e desejos. É a repressão, particularmente, a repressão sexual. Manifesta-se à consciência indiretamente, sob forma da moral, como um conjunto de interdições e deveres, e por meio da educação, pela produção do “eu ideal”, isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa.

O Ego é o centro da consciência, é a soma total dos pensamentos, idéias, sentimentos, lembranças e percepções sensoriais. É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo. Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. O Ego em sua função básica à natureza humana é a consciência da sobrevivência, é o limite da consciência entre o instinto de doar-se a uma causa ou a uma verdade rígida (Superego) e o da própria sobrevivência humana como indivíduo.

O Id é formado por instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes e regido pelo princípio do prazer, que exige satisfação imediata. É a energia dos instintos e dos desejos em busca da realização desse princípio do prazer. É a libido.

Portanto, fazendo alusão à Teoria Freudiana, o Ego e Superego são o equivalente à Consciência em Rapsódia, enquanto que o Id é o equivalente a Paixão.

Quando a Consciência se submete à Paixão, torna-se imoral e destrutivo; enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; ainda que precise se submeter, será destruído por ela. Portanto, existe a terceira força que tem sempre o objetivo de equilibrar as forças, pendendo de um lado para outro a fim de que as bandejas da balança permaneçam estáveis.

Chegada a definição dos deuses Luche e Sphinx, precisaríamos chegar à um conceito para o terceiro deus, que, já se sabia, representaria a neutralidade e o equilíbrio. A Balança.

Com a influência da Wicca achamos a referência que precisávamos. Nela, além dos quatro elementos (fogo, água, ar e terra), considera-se um quinto: o espírito ou alma, a quintessência, que também pode ser conhecido, ainda que em poucos casos, de Akasha ou Éter, portanto, convencionou-se dar-lhe o domínio do Éter (ou do espírito) e chamá-lo de Akasha.

Outra teoria de Freud utilizada, ainda que mais timidamente, é a de Eros e Tânatos, representando o ciclo de vida e morte pelo qual os deuses passam, que também existe na Wicca, ainda que este tenha sido bastante alterado.

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15 Comentários »

  1. Uau!!! O segundo post de nosso cenário… Nunca pensei que veria isso tao rapido.

    Abraços e força amigo ponpis!!!

    Comentário por Mestre Emilson — 24/01/2009 @ 02:19

  2. Mas bem que tu podia ter comentado a respeito néah… uu’

    Comentário por Alex Pongitori — 24/01/2009 @ 02:26

  3. Vou comentar depois quando tiver com menos sono. De inicio gostei, mas estou um pouco perdido. Achei que as coisas iam girar em torno de um triangulo amoroso e dai uma discordia, mas parece que nauma aconteceu assim. Esto enganado?

    Cade o msn? Desde que fiz o primeiro comentario que te mando mensagens em off. Ja fiquei online e parece que tu naum liga esse msn. Assim fica dificil de trocar ideias…

    Comentário por Mestre Emilson — 24/01/2009 @ 03:09

  4. Alex. Continuo achando que tá meio confuso. Acho que deveria ser mais claro os acontecimentos e a leitura. Echo que está complicado onde deveria ser simples.
    Opinião minha…

    Comentário por Alexandre Nordestinus — 24/01/2009 @ 04:07

  5. Assim Alexandre… no geral apenas tu achou confuso… as outras 3 pessoas que eu pedi opinião disseram que tá muito bom… exatamente o q tá confuso??

    Comentário por Alex Pongitori — 24/01/2009 @ 14:23

  6. Talvez a quantidade de orações em uma única frase, a quantidade de vírulas. Mas o texto tá bem legal, como já tinha lhe dito.

    Comentário por Alexandre Nordestinus — 25/01/2009 @ 15:47

  7. Que dizer que tu não entendeu nada por causa de vírgulas a mais ou a menos??
    Achei que o que importasse era a idéia central.
    Correções ortográficas são pra um futuro Alexandre…

    Comentário por Alex Pongitori — 25/01/2009 @ 16:13

  8. Onde eu disse que não entendi nada???
    E o problema não é correção. Parece estar tudo certo.

    Por exemplo: O Deus agora é o Jovem Caçador. O Implacável. O Impetuoso. A Deusa, em vingança, é castigada.
    Entendeu? Não estou criticando a gramática e sim o formato do texto.

    Comentário por Alexandre Nordestinus — 25/01/2009 @ 16:53

  9. ta muito boa e original, essa parada de teorias força as pessoas a se perguntarem pq o mundo é azul…pra mim histórias em que deixam dúvidas no ar são as melhores, nada é estático…

    Comentário por Oscar Velsharoon — 25/01/2009 @ 17:02

  10. É não Alexandre… pq agora quem está confuso sou eu!! Teu primeiro comentário foi “Continuo achando que tá meio confuso”… e levando em consideração que quando alguém está confuso com alguma coisa é pq não entendeu parte da coisa ou sua totalidade… daí quando eu pergunto especificamente o q está confuso tu me responde “Talvez a quantidade de orações em uma única frase, a quantidade de vírulas”. Logo da a entender que TUDO está confuso e que vc não conseguiu compreender nada… visto que existem vírgulas e orações ao longo de todo o texto.

    Não sei o que fazer pra te fazer entender melhor. Só isso.

    Não é um texto narrativo clássico, é um poema. Vc tem que interpretar um pouco as coisas, aquele arquivo que te mandei ajuda a entender melhor isso. E é meu estilo de escrever. Vc pode ver isso claramente naquele primeiro poema que eu escrevi pra Rapsódia.

    Comentário por Alex Pongitori — 25/01/2009 @ 19:37

  11. Crianças… não achem que estamos brigando ok!!

    ^^~

    É que como estamos impossibilitados de conversas via msn ou orkut… o jeito é usar os comentários do post mesmo… heuahuheuhauhushueas… 😛

    Comentário por Alex Pongitori — 25/01/2009 @ 19:48

  12. Sem brigas, claro… hehehe…

    Então Alex. Entendo. Talvez eu tenha me expressado mal. Não sou eu que estou confuso, eu quis dizer que eu achei o texto confuso. Talvez pelo motivo de gostar de leituras com a mesma qualidade, mas com formato diferente.
    Por exemplo: na primeira linha diz o seguinte Existiam três grandes entidades supremas.
    Logo mais abaixo, diz: Do caos liberado, um terceiro desperta.. Mas eram três ou eram dois? Ou nesse trecho esta se referindo a alguma outra “pessoa” que não esta na trama?

    Outra coisa. Eu sempre fui péssimo em interpretação de textos e confesso que não entendi essa parte:
    O Deus é sua fase de Ancião. Pleno. Soberano.

    A Deusa é sua fase de Anciã. Ciumenta. Rancorosa.
    O que viria a ser o “ancião” e “anciã”?

    Lembrem-se amigos: No stress; No crise; Yes RPG…

    Comentário por Alexandre Nordestinus — 25/01/2009 @ 20:55

  13. Eu… Anonimo (Ninguem sabe quem sou), dissimulção 20 (GURPS) jurava que a parceria de vcs ia acabar depois desse quebra pau e discordias… Hahahaha, é o caos em sua face Anciã.

    *Rindo pelos cantos, da piada suprema (98% em fazer gracinhas…! – Agora Daemon, Personagem Multisistema)*

    Comentário por Mestre Emilson — 25/01/2009 @ 22:15

  14. Existiam 3 grandes entidades sim… mas como elas não tinham perpectivas… ideais… projeções… era como se fossem indiferentes à tudo… apenas existiam não coexistiam… a partir da terceira linha eu começo a narrar como aconteceu o despertar das entidades… não no sentido figurado… mas iniciando com a tomada de consciência da primeira acaba acarretando uma situação maior que acaba causando o ‘despertar’ das outras duas entidades.

    Quanto à parte do Ancião e Anciã, podemos imaginá-los pessoas de idade e muito sábias, representando o ápice da inteligencia e sabedoria de alguém. Fica meio implícito, e são uma de suas fases: O Deus tem a fase Criança, Jovem Caçador, Grande Pai e Ancião; A Deusa tem a fase da Virgem, da Grande Mãe, da Anciã e da Primeva; e A Balança tem as fases do Parteiro, do Pacificador. da Mortalha e do Procriador. Cada ums representando uma etapa da roda da vida. Que num futuro vai ganhar outro significado representando o tempo e as estações do ano.

    Ai Emilson… morri de rir agora viu… sério!!

    Comentário por Alex Pongitori — 26/01/2009 @ 00:48

  15. Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaagora fiquei mais ciente das coisas… Juro que não tinha entendido. Agora, com essa sua explicação, e aquele calendário que você me mandou, ficou mais fácil…

    E vamos para o fórum…

    Comentário por Alexandre Nordestinus — 26/01/2009 @ 07:10


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